E, naquela manhã chuvosa, foi quando vi a luz entre as nuvens. Segui um instinto natural que queria apenas levantar e entrar na chuva. Não sei onde vi as pessoas estenderem as mãos, mas deixei pra depois, já sabia onde estava. Vivo partes de pesadelos dentro de sonhos inconscientes, quase embriagados, esperando serem tocados pela magia de um doce veneno que pudesse congelar aquele instante para sempre. Onde as luzes brilham ao relento, carregam o imaginário, despertam a realidade, buscando os relâmpagos que os despertariam para outros mundos, além de onde poderiam acordar.E aquela tentativa de ir além, apaguei os rastros de onde passei, deixei as portas abertas nos quartos escuros, e, ainda assim era possível ouvir as lágrimas que tocam o ar sobre o teto coberto de um passado que nunca aconteceu... num mundo tão distante quanto todos os pensamentos um dia prometeram que eu chegaria. Lugares que só pude ver quando fechei os olhos e não mais abri. Naquele momento que enfim encontrei a paz, começando uma nova caminhada.

















